Iniciativa realizada na sede da empresa reuniu colaboradores efetivos e terceirizados em torno da gestão de riscos psicossociais, da constituição de comitê de ética e da estruturação de canal de ouvidoria.
Redação Ativo WCBAdv — 28 de maio de 2026
Nesta quarta-feira, 28 de maio de 2026, o time da 3D Telecom se reuniu na sede da empresa em São Ludgero (SC) para um treinamento interno sobre cultura organizacional, saúde mental no ambiente de trabalho e os novos requisitos trazidos pela NR-1 atualizada. A iniciativa, aberta a colaboradores efetivos e terceirizados, durou aproximadamente uma hora e foi conduzida em conjunto pela psicóloga organizacional Ághata Mendes (EstrutureRH) e pelo advogado Vinícius da Costa Luciano (WCBAdv) — profissionais que vêm desenvolvendo uma atuação integrada no tema junto a empresas em expansão.

A pauta do encontro
A programação cobriu três eixos complementares: a gestão de riscos psicossociais exigida pela NR-1 atualizada, com vigência plena a partir de maio de 2026; a constituição de um comitê de ética interno; e a estruturação de um canal de ouvidoria corporativa. A sequência não foi casual — antes de criar instrumentos, é preciso construir uma base cultural que os sustente. Canal de ouvidoria sem cultura de escuta vira vitrine. Comitê de ética sem engajamento da liderança vira burocracia.
Ághata Mendes, responsável pelo eixo comportamental do treinamento, abordou os fundamentos do ambiente emocionalmente saudável: o papel ativo da liderança, os sinais que não podem ser ignorados e o que uma empresa comprometida com bem-estar concretamente oferece — em contraposição às políticas decorativas que não sobrevivem ao primeiro ciclo de pressão operacional.
Comunicação interna como vetor de cultura
O eixo central da contribuição do WCBAdv foi a relação entre compliance trabalhista e cultura organizacional — e, especialmente, o papel da comunicação interna nessa equação. A tese apresentada ao time: comunicação genuína não é ferramenta de RH, é ativo estratégico. Empresas que estruturam canais reais de escuta reduzem conflitos silenciosos, retêm talentos e previnem passivos que, quando emergem, raramente vêm desacompanhados.

Para o advogado Vinícius da Costa Luciano, da área Trabalhista Empresarial do WCBAdv, o momento atual exige uma mudança de perspectiva por parte dos gestores.
“Uma empresa que estrutura canais de escuta reais não está apenas cumprindo uma norma: está sinalizando ao seu time que existe um ambiente seguro para falar. Isso muda comportamento, reduz conflitos silenciosos e previne um passivo que, quando estoura, não aparece sozinho”, observa Luciano.
O treinamento deixou explícito um ponto que costuma se perder nas abordagens puramente regulatórias: a NR-1 não cria um instrumento novo de compliance — ela formaliza uma exigência que já existe no tecido vivo de qualquer empresa funcional. O que muda é que, a partir de maio de 2026, a ausência de estrutura passa a ter consequência jurídica mensurável.
Reflexos para as empresas
Empresas de serviços, operadoras de infraestrutura e negócios com equipes distribuídas são especialmente expostas ao risco psicossocial — porque dependem de comunicação interna eficiente para coordenar pessoas em contextos de pressão por resultado. Para essas organizações, o treinamento realizado com a 3D Telecom oferece um modelo: não como protocolo a copiar, mas como evidência de que a adequação à NR-1 pode acontecer de forma integrada à construção de cultura, sem tratar compliance e engajamento como objetivos opostos.
A parceria entre departamento jurídico e recursos humanos traduz exatamente essa integração: a leitura jurídica do risco e a leitura psicológica do ambiente sendo construídas em conjunto, para o mesmo público, na mesma sessão.
O detalhe que resume bem o espírito do encontro: conformidade legal e cuidado genuíno não são opostos — são o mesmo movimento, feito com intenção.
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